Encontro trouxe informações para profissionais da AMA Criciúma
Um estudo internacional provou que entre 20 até 44% das crianças com o espectro autista tem significativas anomalias visuais. Este índice maior de casos com doenças como estrabismo, pela alteração do processamento global das informações no cérebro, fez parte de uma reflexão na Associação dos Pais e Amigos de Autistas (AMA) Criciúma. Coordenação, professores, psicólogos e fisioterapeutas tomaram ciência de orientações em palestra na manhã desta sexta, na sede da entidade, de como é possível detectar, com antecedência, problemas na saúde dos olhos já na infância. O encontro foi promovido pelo especialista Tiago Zanette, da Zanette Saúde Visual.

Com atendimento diário de aproximadamente 220 crianças e adultos, profissionais da AMA Criciúma foram surpreendidos com os dados apresentados na palestra desta sexta. “Foi algo muito novo, que não estamos acostumados a acompanhar. É de grande importância para observar e falar aos pais de orientações e soluções de médio a longo prazo”, analisa a terapeuta e pedagoga, Patrícia Tavares.
Noções de desvios verticais e horizontais, de alunos que desequilibram com frequência foram indícios que podem colaborar na detecção de demandas visuais. Para a diretora da AMA Criciúma, Mirozete Hanoff, o encontro teve caráter informativo. “A equipe ficou realizada. Somos leigos no assunto e nós tivemos uma aula principalmente sobre a prevenção de doenças dos olhos. Podemos observar que o acolhido que chega na ponta do pé, com dor de cabeça, tendem a estar com dificuldade de visão”, afirma. “Aprendemos e ficamos muito gratos em ter este conhecimento”, completa.
Técnicas e Sinais
Para o especialista Tiago Zanette, ministrante da palestra, a proposta foi gratificante para colaborar com o dia a dia da entidade. “Já atendi paciente autista que, por exemplo, aos oito anos não conseguia nem chegar perto da piscina. Com técnicas e o uso de lentes corretivas, a mãe ficou muito satisfeita em poder vê-lo brincar sozinho. Assim como neste caso, precisamos orientar como a carência de lentes corretivas pode prejudicar ainda mais a qualidade de vida destas crianças. Deveremos estar mais presentes em encontros como este”, afirma o optometrista.





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